“Quem somos nós nas Redes Sociais”?

jan 31, 2016   //   by jaqueline   //   Textos  //  1 Comment

Hoje, durante meu vôo rumo à cidade de Vitória para mais uma semana de trabalho fiquei pensando em fatos que aconteceram na  última semana e também no que preciso fazer na próxima semana (uma organização mental sabe?). Uma das pendências que me veio de imediato foi: Preciso escrever para o meu blog!!

Claro que assunto não falta, inclusive iniciaremos em breve uma nova série de Elaboração de Projetos utilizando as melhores práticas propostas pelo PMBOK. Mas o assunto que “martelou” essa cabecinha é o que compartilho agora com vocês.

Um dia desses da semana que passou eu postei em meu twitter (claro, devidamente integrado com Facebook,Linkedin,satélites da Nasa, etc) o seguinte:  “Gente, bateu preguiça” (se não me engano era uma sexta-feira após o almoço). E aí a saga começou…

Muitas pessoas deram “retweet” na mensagem em total concordância – todos estavam com um pouco de preguiça após o almoço de sexta-feira.

Mas o que me chamou a atenção e me motivou a escrever sobre o assunto foi um comentário, ou melhor, uma dica que recebi: “Jaque, você não deve escrever que está com preguiça no twitter!!”.

De repente esse meu deslize comportamental me fez refletir – Quem somos nós nas redes sociais?

Não há dúvida de que as redes sociais ocupam hoje o topo dos canais de comunicação, tanto pessoais quanto profissionais. Muitas organizações se valem desses valiosos recursos para divulgar seus produtos, serviços, marca e promoções.

E nós? O que estamos comunicando através das redes sociais? Apenas o perfil das redes sociais é suficiente para avaliarmos as pessoas, os profissionais, os amigos, os conhecidos? E que tipo de pessoas tentamos ser “na rede”?

Não são poucos os casos de pessoas que conhecemos “fora da rede” que possuem perfis totalmente incompatíveis com os que são apresentados nas redes sociais. Nas redes sociais é comum encontrarmos especialistas em várias áreas que nunca se dispuseram a encarar algumas horas de estudo e pesquisa sobre o assunto, também é comum encontrarmos poliglotas, todos falam no mínimo três idiomas (português, inglês e espanhol, só pra começar), sem falar nos que são incrivelmente felizes e claro, aqueles que estão sempre muito dispostos!

Minha intenção não é questionar o valor das redes sociais, até porque acredito e utilizo muito os recursos por elas oferecidos. E também concordo que devemos tomar cuidado com a exposição a qual nos submetemos.

Cada um deve avaliar o que e quanto de sua personalidade, trabalho e opiniões pessoais devem ser divulgadas, assim como quanto de nossa avaliação sobre o outro está pautada apenas no perfil das redes sociais.

Muitas empresas de recrutamento e seleção utilizam as redes sociais como auxiliadoras em seus processos seletivos (inclusive já postamos sobre isso anteriormente), mas minha tranqüilidade quanto a isso se deve ao fato de crer que, esses profissionais estão preparados para analisar o que é realmente importante e, principalmente, conflitar as informações virtuais com as informações reais.

A questão principal é: não somos o que somos, por inteiro, nas redes sociais. Devemos tomar cuidado, sim, sem dúvida, mas não devemos nos esquecer de que todos nós somos humanos e o comportamento humano é muito divergente e complexo para ser expresso apenas em um perfil de qualquer que seja a rede social.

Minha necessidade de escrever sobre esse assunto se deve à preocupação de como estamos enxergando as pessoas através de simples comentários e posts publicados em suas redes e vale ressaltar que, independente de estarmos no mundo real ou virtual devemos ser verdadeiros e transparentes com o que dizemos. Não cabe em nossa vida pessoal ou profissional inventar cargos, titulações ou estados extremos de dedicação e felicidade, pois a verdade sempre prevalece e nós não somos super-heróis ou super-heroínas, todos nós temos nossas limitações e anseios, que dentro de um quadro de verdade (real ou virtual) são completamente aceitáveis. E é isso que vale: sejamos verdadeiros sempre e assim não teremos medo ou apreensões com relação a nossos perfis reais ou virtuais.

Só para reiterar, este post não está baseado em estudos ou estatísticas sobre redes sociais ou em sua influência e valor, e sim em minha opinião (restrita) sobre um acontecimento específico. Isso porque o assunto “redes sociais” é muito amplo e pode ser visto sobre vários prismas, dependendo que está sendo abordado.

E para concluir esta que vos escreveu é REALMENTE diretora voluntária de comunicação e marketing do PMI-GO, é REALMENTE sócia-proprietária da Estratégia Consultoria, é REALMENTE especialista em gerenciamento de projetos e administradora de empresas, é REALMENTE mãe de uma linda adolescente de 15 anos, é REALMENTE adepta das redes sociais e REALMENTE sente, de vez em quando, um pouquinho de preguiça após o almoço…

Ah, e REALMENTE vive na ponte aérea Goiânia X Vitória. E no momento em que finalizo este post estamos nos preparando para o pouso e escuto: Senhores passageiros, a partir deste momento todos os aparelhos eletrônicos deverão permanecer desligados, então…

Um abraço a todos e tenhamos uma semana excelente!!!

1 Comment

  • Parabéns pelo post. Me fez refletir sobre o meu perfil nas mídias sociais.

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